segunda-feira, março 14, 2011

Olha que não parece....

...mas o timing apontado por Carlos César para se pronunciar sobre um possível novo mandato (primeiro semestre de 2011) pode muito bem coincidir com um novo ciclo eleitoral na República. Pode não parecer mas isso pode fazer toda a diferença, isso e o nome do novo Representante da República para a Região Autónoma dos Açores (raio de nome que foram arranjar para o cargo).

sexta-feira, junho 13, 2008

Praia Acessivel.


Muito mais importante do que a “Bandeira Azul” é a bandeira da “Praia Acessível”. As Melicias em Ponta Delgada já tem esse estandarte.

sábado, abril 19, 2008

Capital cultural


Devo começar por dizer que o estatuto de capital disto ou daquilo me parece demasiado provinciano e como tal, não vou discorrer sobre cultura em Ponta Delgada nessa base. Contudo, não posso olvidar o facto de Berta Cabral ter prometido fazer de Ponta Delgada a Capital Cultural dos Açores. Não fosse esse absurdo e diria que a presidente da Câmara já cumpriu o seu desiderato.
Ponta Delgada está no roteiro da cultura universal. Mesmo que o Governo Regional muito faça para deslocar para a Cidade da Ribeira Grande (esse poço de gente interessada em assuntos culturais) o centro de arte contemporânea, é em Ponta Delgada que se desenvolve e cimenta a maior parte (embora ainda escaça) da actividade cultural feita nos Açores.
O património histórico e natural do Concelho vai ter agora um roteiro. Na verdade, está a ser criada para Ponta Delgada uma Rota Turística-Cultural, com a publicação de um Guia, que inclui a “Rota do Património” e a “Rota dos Jardins”.

sexta-feira, abril 04, 2008

Até parece o antes da Autonomia.


VISITA HISTÓRICA A PONTA DELGADA

O Director-Geral das Alfândegas e dos Impostos Especiais sobre o Consumo efectuou nos dias 2 e
3 de Março último, uma visita de trabalho à Alfândega de Ponta Delgada. Na sequência da visita
de trabalho foi organizado um seminário com a participação conjunta da DGAIEC e da DGCI.
Este facto merece ser destacado por ter sido a primeira vez em Ponta Delgada (pelo menos nos
últimos 30 anos), que foi possível apresentar em conjunto, temas relativos à área aduaneira e
fiscal das duas direcções gerais. O seminário contou com a participação do Senhor Secretário de
Estado dos Assuntos Fiscais, Dr. Amaral Tomaz.
Após um encontro com o Presidente do Governo Regional dos Açores, onde foram abordados
alguns dos temas de interesse recíproco, nomeadamente as transferências financeiras em
matéria fiscal, ainda pendentes entre o Governo da República e a Região e o aumento de
eficiência da máquina fiscal nos Açores, o SEAF manifestou um aumento da confiança no aparelho
fiscal do Estado tendo em vista uma maior eficiência do mesmo por forma a melhorar a cobrança
das receitas fiscais.
No que diz respeito à Alfândega, o Dr. Luís Laço salientou a desmaterialização do suporte papel
por via do incremento da informatização dos serviços aduaneiros, em particular a declaração de
exportação. Abordou ainda o tema da “segurança”, no contexto do alargamento da fronteira
externa da UE e quanto aos impostos internos realçou a alteração do IA tendo em vista a
introdução da componente ambiental.
Aquando da visita às instalações da Sede da Alfândega de Ponta Delgada, foram apresentados
pelo Director, Dr. Sousa Filipe alguns indicadores de gestão referentes à actividade aduaneira na
Região, em sintonia com os objectivos estratégicos definidos.
O seminário sob o tema, “Aspectos Fiscais do Orçamento do Estado para 2006” contou com a
presença de uma centena de participantes, envolvendo operadores económicos, funcionários da
DGAIEC e da DGCI. De entre os diversos oradores intervenientes, há a realçar a intervenção da
Directora-Adjunta, Dr.ª Leonor Leal, sobre os impostos especiais sobre o consumo, sua aplicação
e realidade na Região Autónoma dos Açores.
O Director-Geral dos Impostos visitou as instalações da Alfândega de em Ponta Delgada e
inteirou-se das alterações necessárias à cedência de instalações à Direcção de Finanças de Ponta
Delgada tendo em vista a transferência de alguns dos seus serviços para o edifício da Alfândega.

quarta-feira, abril 02, 2008

Hoje há 462 anos.



Ponta Delgada completa hoje 462 anos e esta é uma bela data para ressuscitar este blog que havia sido declarado “morto” a 19 de Abril do ano passado. Assim, a partir de hoje, este passará a ter um rubrica diária com fotografias da cidade do passado e do presente e uma rubrica semanal de análise politica autárquica. A Bem da cidade e de quem gosta de aqui viver.

quinta-feira, fevereiro 01, 2007

domingo, outubro 22, 2006

Cá fora
Creio nos anjos que andam pelo mundo


creio nos anjos que andam pelo mundo,
creio na deusa com olhos de diamantes,
creio em amores lunares com piano ao fundo,
creio nas lendas, nas fadas, nos atlantes;

creio num engenho que falta mais fecundo
de harmonizar as partes dissonantes,
creio que tudo é eterno num segundo,
creio num céu futuro que houve dantes,

creio nos deuses de um astral mais puro,
na flor humilde que se encosta ao muro,
creio na carne que enfeitiça o além,

creio no incrível, nas coisas assombrosas,
na ocupação do mundo pelas rosas,
creio que o amor tem asas de ouro. amém.


Natália Correia

domingo, outubro 15, 2006

Poesia de Ponta Delgada

O Palácio da Ventura

Sonho que sou um cavaleiro andante.
Por desertos, por sóis, por noite escura,
Paladino do amor, busco anelante
O palácio encantado da Ventura!

Mas já desmaio, exausto e vacilante,
Quebrada a espada já, rota a armadura...
E eis que súbito o avisto, fulgurante
Na sua pompa e aérea formusura!

Com grandes golpes bato à porta e brado:
Eu sou o Vagabundo, o Deserdado...
Abri-vos, portas d'ouro, ante meus ais!

Abrem-se as portas d'ouro, com fragor...
Mas dentro encontro só, cheio de dor,
Silêncio e escuridão - e nada mais!

Antero de Quental

terça-feira, junho 27, 2006

Nem de propósito

Hoje passei junto ao Relvão, coisa que raramente faço por não ser rota de meu costume. O João Pacheco de Melo lembrou um episódio do passado honroso daquele lugar, ali se reuniram os 7500 "Bravos do Mindelo" que hoje há 174 anos foram em socorro de D. Pedro IV e que libertaram o Reino do jugo absolutista de D. Miguel e da Rainha D. Maria da Glória Joana Carlota Leopoldina da Cruz Paula Isidoro Micaela Gabriela Rafaela e Gonzaga, abreviadamente D. Maria II de Portugal
O Relvão já foi, em tempos, lugar de eleição para as minhas aventuras ciclisticas. Na época, éramos uns quantos rapazolas na pré-adolescência que fazíamos "Rally" de bicicleta. A minha JAVA 24 era como a nimbus 2000 do Harry Potter, uma "brasa", nunca entrou na oficina do Zarolho, ali na rua Ernesto do Canto, a minha reparava-a eu. Reparava a minha e as de mais alguns, cheguei a fazer negócio com a habilidade para mecânico.
Havia grupos e zonas da cidade onde se faziam os melhores rallys de bicicleta e ciclocross da Europa. A nossa Europa começava na Mata-da-doca e acabava no Relvão. De permeio ficava o Lajedo e o jardim do Palácio de Santana. Estes eram as grandes quatro locais da cidade onde as coisas se passavam. Corri em todos, ganhei muitas corridas, era dos melhores, modéstia à parte. Na verdade, era dos melhores em quase tudo, só nunca soube jogar matraquilhos, ainda hoje não sei rolar, nem bem nem mal, aquelas ponteiras de aço com bonequinhos de ferro fundido pintados com as cores dos clubes do campeonato nacional. O Carlos, amigo de infância de aventuras e desventuras em terras de Nordeste, há dias encontrou-me no hipermercado. Hoje em dia encontro toda a gente no hipermercado. Haverá coisa mais democrática do que a ida ao hipermercado? O Carlos, dizia eu, perguntou-me na sua maliciosa ironia, Já aprendeste a jogar matraquilhos? Eu tinha jurado com dentadas de raiva nos dedos que havia de lhe ganhar um dia. Nunca consegui. O máximo que conseguia era o desafiar para uma partida de ping-pong em jeito de desforra. O Carlos também nunca me ganhou em jogos de raquete, jogávamos badmington e ténis-de-mesa no viveiro, na pousada dos guardas florestais.
Pois é, afinal esta croniqueta blogosférica era para falar do Relvão. Mas aquele espaço é isso mesmo, um monte de recordações, transporta-me para a infância como se de uma máquina do tempo se tratasse.
Por estes dias vai haver por ali arraial, também fiquei a saber isso hoje. Não quero saber se vai ter fado, guitarrada, brasileiras e demais despesas inúteis, desde que à luz do balão e entre o fumo da sardinha assada e na espuma do copo da cerveja, os Pontadelgadenses saibam, pelo menos, um pouco da história do Relvão, pelo menos o pouquinho, quase nada, que eu sei.

quarta-feira, junho 21, 2006

Azia

Se jogarmos com a Argentina ou com a Holanda como jogamos com o México, vamos para casa com meia dúzia de golos no bucho.

terça-feira, junho 20, 2006

A minha cidade


Ponta Delgada, original carregado por foguetabraze1.

Eu gosto da minha cidade. Com luz com vida, sem o reboliço dos finais de semana. Eu gosto da minha cidade de uma maneira diferente da maioria dos seus cidadãos. Talvez por isso, onde eu ando encontro turistas, eles gostam da cidade que eu gosto?

sexta-feira, junho 02, 2006

Porque sim

Porque eu quero, porque gosto de desafios grandes. Porque Ponta Delgada e a poesia merecem, mas principalmente porque, enfim.
Dizia-me o Pedro Arruda, há dias, que deveria manter apenas o Foguetabraze e deixar de parte o Corsário das Ilhas e o Ponta Delgada. De facto, seria bem mais fácil manter o Pai dos meus blogues actualizado se não me despersasse tanto pelo seus blogues associados e pelos ontros onde colabroro como o Gritos de Santa Maria, o moribundo Olhómetro e até mesmo o ZOOM.
Seria sensato (alguma vez o fui) da minha parte e congregaria leitores no Foguetabraze se assim o fizesse. Mas não. No Olhómetro e no Gritos de Santa Maria falo apenas de questões locais, sobre Santa Maria, as suas gentes, as suas aflições e as suas angústias. No Corsário das Ilhas, essa espécie de Blogue Copy & Paste, coloco textos de que gosto de autores que admiro e não me canso de reler.
Neste Ponta Delgada, disponibilizo, com pouca frequência é certo, e não com aquela que gostava, assuntos da cidade, da sua vivência histórica, política e social. Têm-me desafiado a escrever sobre mais alguns dos cromos desta Cidade, mas até nisso a Capital mudou muito, já não há cromos como antigamente, acarinhados, respeitados e idiossincráticos, ou melhor ainda restam alguns.
Na semana que passou tenho-me lembrado bastante de algumas dessas figuras, da Manca pela incompetência, do Sagão pela sua seriedade, isso para falar dos mortos. Felizmente, do reino dos vivos fazem parte o Tomé do Santa Clara, o Bruce Lee, O Alcides, o José do Royal O Gabriel da Tabacaria, o Tigre, O Gatuno, o Cigano, Mestre Liberto Tavares e tantos outros que, por uma ou outra razão marcam a vida da cidade.
Note-se que, o epíteto de cromo, para mim, nada tem de depreciativo, pelo contraio é um estatuto que só aqueles que têm obra valerosa podem alcançar.
Ah lembrei-me de mais uma, aliás foi o Alexandre Pascoal que me lembrou há dias a respeito das festas do Senhor Santo Cristo, aquela Senhora da roleta junto ao balneário municipal que, há mais de 30 anos ouço gritar o pregão “ e roooooda à série 31!!!”

quinta-feira, janeiro 19, 2006

Hipotecar o futuro apagando o passado


Não se hipoteca o futuro de uma cidade só contraindo dividas. Na verdade, as más opções urbanísticas são mais perniciosas do que as dividas das autarquias. Eu tinha fé que, a contenção imposta pelo novo enquadramento da lei de financiamento das autarquias, tivesse a bonomia de não permitir a alguns autarcas fazerem disparates. Contudo, há sempre que arranje maneira de contrariar a tendência e como para o mal arranja-se sempre maneira, vieram na onda das SCUT, os PSCA- Parques sem custos par as autarquias. Na realidade, a construção do parque de estacionamento subterrâneo em frente ao Teatro Micaelense é uma forma encapotada de, ao abrigo de um acordo de exploração de vinte e cinco anos, fazer-se uma obra sem custos para a Autarquia e que vai ser paga pelo utentes, ou seja é um mecanismo inverso às SCUT.
Sobre essa invenção da Dr.ª Berta Cabral, tenho, pelo menos, duas coisas a dizer:
1-Não faz sentido que, depois de se ter gasto milhões do erário público para fazer obras no Teatro Micaelense, mantendo a sua traça original, enfeirar-lhe à frente um jardim de bancos de betão e quiosques de duvidoso sentindo estético;
2- Não faz sentido, pelo menos na minha cabeça, fazer obras em nome do estacionamento e acabar por reduzir o número de lugares disponíveis para esse mesmo estacionamento. Mais não digo sobre este disparate que é de uma falta de visão e ambição tais que só é mesmo ultrapassado pela “canadinha” que vai de Santa Clara à Relva ou por aquela amostra de via litoral sem sentido que a mesma autarquia fez em São Roque.
Eu sei que não vou mudar nada e que, a candidatar-se outra vez, a Dr.ª Berta volta a ter 70% dos votos, mas fica aqui registado para gerações vindouras que para além de uma maioria ávida de foguetório e forro, havia por essas paragens quem gostasse mesmo disso.
Como diz um amigo meu, "merecíamos políticos melhores".

terça-feira, janeiro 17, 2006

Tito na Urbana

A história mais hilariante do Tito Magalhães é uma passada ali junto à PEPE. Nesse tempo, circulavam pela cidade umas camionetas de passageiros que faziam, mais ou menos, o que fazem hoje os Mini-Bus. Eram as Urbanas. Uma das Paragens da Urbana mais movimentada de Ponta Delgada era junto à cafeteria PEPE, onde hoje é a Reviera Lady e onde, ainda hoje, existe uma paragem de Urbana. Em frente à PEPE juntavam-se dezenas de pessoas.
Um dia, assegurando que o espectáculo estava garantido pela presença de muita juventude na porta da PEPE, ao ver aproximar-se a Urbana, o Tito corre para a paragem em grande alarido, levanta o braço em sinal de paragem e o condutor pára a camioneta. Nesse momento, o Tito põe o pé no estribo do autocarro, faz o nó aos atacadores dos sapatos e exclama um "muito obrigado" para o Condutor.
Podem imaginar os impropérios proferidos pelo condutor e a galhofa da juventude em frente à PEPE.

domingo, novembro 13, 2005

Cidade rural


As raízes desta árvore-da-borracha fazem-me lembrar os emaranhados de ruas da minha cidade. Uma cidade plena de centralidades e de paradoxos, onde a cultura urbana se mistura com uma enorme ruralidade impossível de nos alienarmos. Cheira a silagem ao lado do Hospital, cheira a polpa de beterraba no palácio do Governo.

quinta-feira, setembro 08, 2005

Titarias - Tito futebolista em Vila do Porto

Tito, um mito com historial em várias equipas suecas(onde ele então residia) era a estrela da equipa(não me lembro os nomes mas uma delas seria o Gonçalo Velho). Entre outras qualidades, Tito tinha umas botas Adidas último modelo, que vinham com uma graxa especial. De São Lourenço à Vila, duvido que existisse alguém que não tivesse «visto» as famosas botas, embrulhadas, em requinte absoluto. Ele fazia questão de mostrar. Uma coisa só para goleadores de elite. Jogo para cá e para lá e temos um «penalty». Ninguém discutiu. A lenda, alegadamente uma estrela do futebol sueco, tinha de marcar. Silêncio, ele corre, corre e... chuta no chão quase facturando um dedo do pé...
Esta estória foi-me enviada hoje mesmo por um primo do Tito que assistiu ao episódio.

quarta-feira, setembro 07, 2005

Titarias - Teatro Micaelense

O Tito era Homem de cultura, não falhava o cinema ou um recital de piano no Teatro Micaelense. Mas era louco. Um dia no meio de um recital ao qual havia sido levado pela tia, também ela pianista de grandes dotes, logo ao inicio da primeira peça, desatou a bater palmas e a gritar vivas de tal forma que, o pianista nunca mais conseguiu tocar nada que prestasse.
Outra vez lembrou-se de largar um coelho ou dois dentro da plateia do Teatro Micaelense pondo a senhoras em alvoroço ao ponto do filme ser interrompido.
Sabendo das suas brincadeiras, O Senhor Santos Figueira seguia-o atentamente. Um dia, à porta do Teatro, reparou que o Tito não trazia gravata.
- Tito já te disse que não podes entrar aqui sem gravata - Disse convictamente Santos Figueira.
O Tito não esteve com meias medidas foi a casa do Eng. Magalhães, colocou uma das suas gravatas ao pescoço e amarrou todas as outras gravatas que o tio tinha umas às outras e apresentou-se à porta do teatro com uma gravata que chegava quase a meio do largo de São João.