Ponta Delgada

Ponta Delgada foi elevada a cidade, por carta régia de 2de Abril de 1546, era Rei de Portugal D. João III

Sexta-feira, Junho 02, 2006

 

Porque sim

Porque eu quero, porque gosto de desafios grandes. Porque Ponta Delgada e a poesia merecem, mas principalmente porque, enfim.
Dizia-me o Pedro Arruda, há dias, que deveria manter apenas o Foguetabraze e deixar de parte o Corsário das Ilhas e o Ponta Delgada. De facto, seria bem mais fácil manter o Pai dos meus blogues actualizado se não me despersasse tanto pelo seus blogues associados e pelos ontros onde colabroro como o Gritos de Santa Maria, o moribundo Olhómetro e até mesmo o ZOOM.
Seria sensato (alguma vez o fui) da minha parte e congregaria leitores no Foguetabraze se assim o fizesse. Mas não. No Olhómetro e no Gritos de Santa Maria falo apenas de questões locais, sobre Santa Maria, as suas gentes, as suas aflições e as suas angústias. No Corsário das Ilhas, essa espécie de Blogue Copy & Paste, coloco textos de que gosto de autores que admiro e não me canso de reler.
Neste Ponta Delgada, disponibilizo, com pouca frequência é certo, e não com aquela que gostava, assuntos da cidade, da sua vivência histórica, política e social. Têm-me desafiado a escrever sobre mais alguns dos cromos desta Cidade, mas até nisso a Capital mudou muito, já não há cromos como antigamente, acarinhados, respeitados e idiossincráticos, ou melhor ainda restam alguns.
Na semana que passou tenho-me lembrado bastante de algumas dessas figuras, da Manca pela incompetência, do Sagão pela sua seriedade, isso para falar dos mortos. Felizmente, do reino dos vivos fazem parte o Tomé do Santa Clara, o Bruce Lee, O Alcides, o José do Royal O Gabriel da Tabacaria, o Tigre, O Gatuno, o Cigano, Mestre Liberto Tavares e tantos outros que, por uma ou outra razão marcam a vida da cidade.
Note-se que, o epíteto de cromo, para mim, nada tem de depreciativo, pelo contraio é um estatuto que só aqueles que têm obra valerosa podem alcançar.
Ah lembrei-me de mais uma, aliás foi o Alexandre Pascoal que me lembrou há dias a respeito das festas do Senhor Santo Cristo, aquela Senhora da roleta junto ao balneário municipal que, há mais de 30 anos ouço gritar o pregão “ e roooooda à série 31!!!”

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